Search
segunda-feira 18 dezembro 2017
  • :
  • :

A Quarta Modalidade do Triathlon

 A importância da Transição

O próprio nome da modalidade indica que o triathlon é um esporte com 3 etapas, mas na prática, uma prova bem realizada envolve, fora o famoso “nada-pedala-corre”, também transições bem feitas que podem gerar um tempo precioso para garantir uma boa colocação na sua categoria.
Um ponto que gera bastante dúvida entre os atletas e que exige uma boa atenção é a primeira transição, ou T1 para os íntimos.Cada um possui sua mania, e até uma sequencia já decorada de colocar primeiro o óculos ou o capacete, ou tem sua superstição pessoal de levar aquela toalhinha da sorte para limpar o rosto, mas o ponto de maior destaque hoje é a sapatilha.Seja nas provas de ITU ou nas provas de Ironman, ver os atletas correndo, saltando e calçando as sapatilhas em movimento parece fácil, mas eles treinaram muito para fazer esse pequeno show com tanta facilidade. Alguns atletas preferem a segurança de calçar a sapatilha e correr em direção a área de monte e desmonte com o “tec tec tec” ritmado do taquinho no solo. Mas para quem gostaria de ganhar alguns segundos temos algumas dicas para ajudar:

Tipos de sapatilha:

Existem dois tipos de sapatilhas

A sapatilha de ciclismo (preta) normalmente possui mais velcros e fechos, o que permite uma “tração” maior e justifica alguns dos profissionais utilizando as mesmas em provas longas já que o tempo que ele passa em cima da bike com mais firmeza no pé, garante os segundos que ele perde para calçar e descalçar a sapatilha.

A sapatilha de triathlon, possui normalmente menos velcros (branca) e uma maior área para encaixar o pé, possuem também uma alça para que tudo isso facilite na hora de calçar a mesma. Muitos dos modelos possuem uma maior área de ventilação o que pode ser relevante dependendo do ambiente da prova. Mas cabe ao atleta identificar qual modelo atende suas necessidades.

Como montar a sapatilha na bike:

Um ponto que eu chamo atenção é ao atrito gerado por sujeira, poeira, areia, tudo mais que venha pelo caminho e pode gerar incômodos e bolhas durante a prova. Para resolver este problema recomendamos passar vaselina em algumas partes da palmilha, próximos aos dedos e também no calcanhar (pode ficar um pouco melecado, mas vale apena evitar o incomodo por horas de pedal).
Outro detalhe é posicionar a sapatilha de maneira que facilite calçá-la na bike, para isso utilize um elástico preso pela alça da sapatilha que fica mais para trás na blocagem traseira e na que fica mais para a frente no câmbio dianteiro.

Dessa forma você evita que a sapatilha fique girando e correndo o risco de soltar do pedal, e facilita na hora de montar na bike com a sapatilha já na horizontal. O elástico estourará logo nas primeiras pedaladas e você nem irá sentir. Lembre-se de deixar a sapatilha com o fecho aberto para calçá-la em movimento.

Atenção também na marcha a ser utilizada, o ideal é deixar numa marcha leve para que as primeiras pedaladas sejam fáceis de embalar mas não tão leve que gire em falso. Nós, particularmente preferimos usar a coroa grande e 17 dentes no cassete.

Passo a passo:

Na hora de montar na bike, varia da habilidade, elasticidade e um pouco de disposição, alguns atletas conseguem já empurrar a bike, pisar em um pedal e em movimento passar a perna sobre a bike e sair embalado, ou se você for um parente dos Irmãos Brownlee, pode saltar sobre a bike e cair sentado direto no selim, ou pode fazer como a maioria – incluindo Ironman PRO parar na área de montagem, passar a perna sobre a bike ainda com a outra perna no chão, sento no selim e começo a pedalar.

Assim que você entra em movimento, o importante é não afobar e fazer o procedimento com calma. Você ganha muito mais tempo ao começar a calçar a sapatilha quando já está um pouco embalado. Vale prestar atenção também na saída do ciclismo, e saber que você pode demorar um pouco mais para calçar a sapatilha, como na saída do Troféu Brasil que é em curva, e no Long Distance de Pirassununga que é numa ladeira. Sinta-se seguro antes de começar a calçar.

Assim que você levanta os pés para calçar é normal que a sapatilha de uma girada, então treine bastante para pegar o “tempo” da sapatilha e dar uma ajudinha com a mão para segurar a ponta enquanto você encaixa o pé.

Não tenha pressa, take your time, eu faço em duas etapas: encaixo o pé dentro, pedalo, ajusto o encaixe de maneira confortável, pedalo mais um pouco, e fecho o velcro. Repetindo o processo do outro lado.

Durante todo esse processo, lembre-se de olhar para a frente! Vale uma espiadinha para baixo para ver se está tudo certo, mas mantenha o foco na frente e nas pessoas ao lado para evitar acidentes.

No vídeo abaixo demonstramos todo o processo.

No vídeo, eu deixei os elásticos soltos e tirei com a mão apenas para demonstrar, mas na prova estoure os elásticos na pedalada. Na hora do desmonte vale o mesmo, sempre olhando para a frente você solta os velcros, tira o pé, a sapatilha vai rodar e você apoia o pé nela novamente.

Quando sair da bike, você pode parar na entrada da transição e desmontar tranquilamente, o que garante mais segurança para você depois de algumas horas travado em cima da bike, evitando qualquer acidente. Mas todos nos já vimos “O Carteiro”, onde você tira um dos pés do pedal, passa por cima do banco e se equilibra de um lado por alguns metros até frear e já sair correndo levando a bike na sua lateral. Teste o carteiro num lugar tranquilo, mantenha o tronco centralizado no quadro e diminua a velocidade para evitar tropeços.

Treine bastante no rolo antes e vá para um lugar tranquilo e seguro com pouco movimento. Todos nos fazemos isso por diversão, mas quem não quer tirar aqueles segundinhos ou até mesmo minutos do tempo final?




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *