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segunda-feira 18 dezembro 2017
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Bike de pneu fino, Speed ou Triathlon ?

É tudo Caloi 10?

Essa não deixa de ser uma associação que muitas pessoas fazem com o modelo bem popular Caloi 10, por ser o modelo mais básico e antigo de “bicicleta de pneu fino”, e quase todo mundo já ter andado ou ter uma encostada e enferrujada na garagem de casa.Mas a partir do momento em que se decide dar uma atenção a mais ao ciclismo ou triathlon e investir em equipamentos para entrar na brincadeira, as dúvida já surgem na primeira pesquisa do tipo de bike: Os modelos speed ou os modelos triathlon (contrarrelógio)?
Primeiro vamos falar das diferenças de ambos modelos e depois fazer as considerações pessoais para ajudar em uma possível decisão. Vamos lá!

 

Bike modelo Speed
Bike modelo triathlon (contrarrelógio)

Guidão e Aerobars

A primeira e mais óbvia diferença entre os modelos está na região do guidão. As bikes speed possuem um guidão curvo de maneira que a posição da coluna do atleta fique mais reta e confortável porém com maior resistência ao vento. Os trocadores de marcha e freios estão na mesma peça e podem ser alcançados com as mãos na mesma posição.

A bike de triathlon por outro lado, possui um guidão reto em formato de chifre de boi (não achei definição melhor, desculpem), e contam também com dois apoios para cotovelo chamado aerobar ou clipe. Nesse sistema o atleta fica em uma posição mais aerodinâmica mas menos confortável, e tem ao seu alcance os freios na ponto do guidão e na ponta do aerobar os trocadores de marcha.

Guidão Speed
Guidão e Aerobars de triathlon

Sistema de hidratação e suportes

Outra diferença está nos sistemas de hidratação entre ambas as bikes. Normalmente na triathlon é instalado uma garrafa (aerodrink) entre os aerobars, que possibilita a hidratação sem sair da posição aerodinâmica. A maior preocupação do modelo triathlon é ser o mais aerodinâmico possível, uma vez que as provas não valem vácuo, vale lembrar que nas provas com vácuo liberado como ITU os atletas utilizam speed e formam pelotões.

                                                

Uma coisa que chama a atenção na bike triathlon é a quantidade de porta-objetos que ela comporta. É muito comum adicionar bolsinhas de quadro aerodinâmicas para alimentação e suportes atrás do banco para ferramentas, além é claro, dos suportes de caramanhola. Triatleta adora porta-objetos, se tivesse porta-copos, porta-chaves, disqueteira e porta-óculos eu instalava também. Talvez por isso os ciclistas achem engraçado triatletas pedalando.

Posição da pedalada

Há uma grande diferença na posição da pedalada. No caso da speed a posição em que o ciclista senta concentra a maior parte do seu peso na roda traseira e a posição do quadril fica um pouco atrás do movimento central, fazendo com que a pedalada seja mais redonda e utilize mais conjuntos musculares. Na bike de triathlon, com o corpo apoiado no aerobar e na ponta do selim, o peso é dividido em ambos os eixos e faz com que a posição do atleta fique mais alinhado com o movimento central, de maneira que a pedalada poupe mais a musculatura utilizada na corrida.

Capacete

É o item de segurança obrigatório e que pode variar de acordo com o modelo utilizado, os modelos para triathlon são mais aerodinâmicos e fechados o que proporciona uma economia de energia, porém tendem a ser menos ventilados. Por outro lado os de speed tendem a ser mais ventilados e menos aerodinâmicos. Fica a critério do atleta escolher o capacete que preferir, mas já adianto que andar de capacete gota (foto), vai gerar piadinhas da galera.

Com qual bike devo começar?

Ambos os tipos tem modelos mais baratos e os -muito- caros, ambos tem modelos lindos e alguns feinhos também, mas o caminho natural é partir da versatilidade da bike speed para posteriormente uma triathlon.
O mercado de bikes speed é maior e é mais fácil encontrar modelos de entrada para se acostumar e aprender a gostar do esporte. Além disso as bikes de triathlon exigem um pouco mais de cuidado, veja por exemplo comparando com carros, uma speed sendo um sedan esportivo, e uma triathlon um superesportivo; Dependendo do modelo, ambos podem custar igual e correr igual, mas na hora de ir ao supermercado ou no banco com uma Ferrari, você terá problemas.
As bikes speeds tendem a ser um pouco mais fáceis de manejar também pelo formato do guidão, ir de cara para um clip aerodinâmico pode causar alguns acidentes para os menos habilidosos (posso falar por experiência própria). Mas não quer dizer que as triathlon são ruins, muito pelo contrário, e nem pense também que você só vai ter uma ou outra, é a coisa mais comum ter os dois modelos pela versatilidade nos treinos.
Para provas de distância sprint e olímpico, as bikes speed funcionam muito bem e são totalmente capazes de atingir ótimos resultados, mas se você decidir partir para a distância mais longa, ai sim uma triathlon vai valer o investimento.

Já tenho as duas, qual situação devo usar cada uma?

As speeds são melhores para subidas e trechos sinuosos, enquanto as triathlon são melhores para terrenos planos e retos. Nos treinos o mais legal seria montar uma periodização de treino, por exemplo: fazer períodos de treinos de ladeira e serra com a sua speed para focar em força e depois passar para a triathlon.
Em 80% das provas o terreno é muito mais plano e a triathlon é a escolha correta. Mas em provas com muita ladeira e eu não digo o 70,3 Foz do Iguaçu que é bem tranquilo (rolling hills), mas provas como o TriRex Brotas e o GP Extreme São Carlos (no interior de São Paulo) ou Ironman Nice por exemplo, fica a cargo do atleta escolher se prefere pedalar com mais eficiência e sair mais baleado pra corrida (no caso da speed) ou sofrer um pouco mais na bike e correr menos quebrado (usando a triathlon).
Sempre leve em consideração seu nível de segurança em ambos os modelos, além do conforto, da performance e do nível dos modelos das duas bikes.



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