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segunda-feira 18 dezembro 2017
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GP Extreme – A prova mais dura do Brasil

O triathlon já é por si só um esporte muito difícil, mas com a somatória de fatores como: calor, vento, chuva, ladeiras, descidas técnicas e grandes distâncias, a prova se sobressai pela dificuldade e a necessidade de uma boa resistência corporal e mental.

E na prova que acontece no interior do estado de São Paulo, na cidade de São Carlos (230km da capital), onde você encontra uma prova que reúne todos esses fatores, o GP Extreme. O percurso acontece todo dentro do Parque Eco-esportivo, Dahma Golf Club. Com uma vista linda para os campos de golfe e um asfalto perfeito, o percurso é inteiro controlado e com pouquíssimo fluxo de carros no local.

Com o parque inteiro para os atletas nesse final de semana, foi possível fazer uma prova sem a distração do transito de carros por perto. As distâncias são: 1000m de natação, realizado em uma das represas do parque, um pequeno lago artificial com água turva por conta do barro do fundo.

A natação acontece em triangulo, e na altura da segunda boia a profundidade da água diminui drasticamente, fazendo com que os atletas façam o retorno nessa boia andando com a água na altura dos joelhos. Com uma natação curta mas precisa, a água é um bom aquecimento para o que vem a seguir.

Com a T1 e a T2 acontecendo em locais diferentes, logo após sair da água a organização pede aos atletas que coloquem todo o equipamento utilizado na natação dentro das sacolas dadas na entrega do kit, já que todo esse material será removido pela organização do local e levado para a tenda da Expo, para retirada após o termino da prova.

Apesar do dia quente e da largada da prova acontecer ao 12h (para os atletas profissionais), ao 12:30 (amadores – homens) e 12:35 (amadores – mulheres), o uso de wetsuit foi liberado. Por ser uma natação de curta distância em águas calmas, a roupa de borracha pode vir a ser um obstáculo, já que o tempo ganho na água será equivalente ao tempo de tirar a roupa – sozinho, pois não haviam staffs para isso – e colocar na sacola.

A saída da bike acontece num pedaço plano que ajuda a ganhar velocidade antes da subida mais dura da prova: o Chibarro. A represa onde os atletas nadam tem o nome de Represa do Chibarro, portanto, a decida que leva até ela é conhecida como a descida do Chibarro. Em cerca de 1km de extensão durante o percurso do ciclismo os atletas escalam essa subida sete vezes.

Em outro ponto do trajeto, um falso plano continuo que se transforma em subida rapidamente, segura a velocidade do atleta e exige paciência: subir qualquer uma dessas ladeiras em posição de ataque pode te custar a musculatura para todos os 100km de ciclismo e os 10km da corrida. Mas tudo que sobe, desce. Durante a descida, aproveitando bem o vento a favor, o percurso te dá um momento de respiro.

Quando chega o momento da descida do Chibarro, que termina em uma curva acentuada (cotovelo), atletas precisam ficar atentos não só a sua bike mas também quem está ao seu redor, nem sempre sabemos se quem está ao nosso lado tem a mesma cautela que você. Adicione a essa descida uma chuva torrencial que durou cerca de 3h, deixando o asfalto liso e acumulando água em vários locais.

A prova acontece com as águas de Março encerrando o verão, a dois anos atrás uma chuva forte castigou os atletas durante toda a prova, então é algo que se pode contar que aconteça em algum momento. Com a chuva ficando mais forte, alguns staffs abandonaram o posto e isso deixa brechas para aqueles que competem, mas não tem ética esportiva, poderem burlar regras, como o vácuo e cortar caminho.

Após durissimos 100km da bike, é notado que na verdade o percurso do ciclismo possui cerca de 5km a mais, parece pouco mas são nesses últimos 5km a mais, que o atleta sobe pela última vez o Chibarro para finalmente entregar a bike.

Após a entrega da bike, o trajeto da corrida consiste em 2 voltas de 5km, com dois pontos de hidratação. O trajeto principal acontece em um relevo em formato de U, de maneira que em cada retorno é necessário correr em um morro acima também. Durante a corrida, não haviam contadores de chip e os Staffs estavam posicionados apenas para a entrega de água para os atletas, deixando mais uma brecha para quem quer cortar caminho.

É uma ótima prova para quem irá fazer o Ironman Florianópolis que acontece em Maio, a dois meses da prova, passar por tantas horas na bike, num percurso desafiador, é um bom teste para saber como está sua resistência e como trabalhar seus pontos fracos.

Para os acompanhantes dos atletas, após ver a largada, todos eram levados de van até a T2, onde podiam também acompanhar uma parte do ciclismo, a transição da corrida, parte da corrida e a chegada de seu atleta. Também na área da T2 foi montado a Expo, com uma área de alimentação com Food Trucks que ofereciam açaí, lanches, salgados e cookies, além de três lojas de equipamentos, roupas e suplementação para os atletas interessados.

A prova contava com o apoio mecânico da Ultra Bike, preparado para ajustes antes da prova e apoio aos atletas durante a prova.

No kit do atleta, além dos adesivos para o corpo e bike e o número de peito para a corrida, também foi inserido uma camisa de ciclismo da WOOM, um par de meias e um squeeze personalizados do GP Extreme e a camiseta de finisher da prova.

Com um start list de peso nos profissionais, os grandes ganhadores da prova de longa distância foram Ariane Monticeli e Marcus Fernandes, e na distância sprint Luísa Baptista e Manoel Messias. A prova está em sua sétima edição em São Carlos, e conta também com a distância sprint no domingo, além das etapas que acontecem em em João Pessoa/PE nos dias.1 de Abril, e em Penha/SC nos dias 16 e 17 de Setembro,




2 thoughts on “GP Extreme – A prova mais dura do Brasil

  1. Rafael Campana

    Fiz a prova esse ano!

    Boa organização, bom espaço.

    Só acho que faltou fiscalização da arbitragem, tinha uma galera fazendo pelotão e andando de roda o tempo todo (cheguei a dar bronca nos caras). Faziam isso descaradamente e pelo que ví ninguem foi penalizado!

    Inclusive tinha um cara com uniforme do Juventus que podia trocar o patrocínio pra Pirelli, de tanto que ele comeu do pneu traseiro do pessoal kkkkkk

    Nivel dos competidores estava alto!

    Pelo que vi vc foi da minha categoria (25/29) !

    Parabens pelo site, achei o nível dos posts e análises melhores até do que MundoTri, AllTriNews e afins

    responder
    1. Espaço Tri Mensagem autor

      Rafael, eu também notei alguns pelotões na prova de ambos os sexos e diferentes níveis de atletas. A prova já estava díficil com toda aquela chuva e 7 subidas de Chibarro e muitos dos atletas estão se preparando pro Iron então deviam encarar a prova individualmente, porém como o Floripa também é cheio de vácuo né …?!

      Verdade, eu estava na 25/29 mesmo, e apanhei bastante naquela bike viu, me senti bem mal kkkk. Dei uma olhada nos resultados e vi que você mandou bem! Pelo jeito só nos vimos até a saída da água, depois voce foi embora hehe. E já tem data marcada pra próxima prova ?

      Ficamos MUITO felizes em saber que está gostando dos nossos Posts, as Análises e tudo mais ! Tentamos compartilhar o pouco que sabemos, o que vamos aprendendo, e também gerar informação de provas e equipamentos que sempre tivemos dificuldade em localizar em outros sites para atletas de todos os níveis 😉

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