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segunda-feira 18 dezembro 2017
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Músculos utilizados para o ciclismo

Você sabe por que o ciclismo é o esporte que mais define as pernas ?

Seja para motivos de competição ao apenas motivos estéticos, o ciclismo é com certeza o esporte que trabalha de forma mais completa toda a musculatura inferior do corpo, fazendo com que os ciclistas sejam os donos das pernas mais definidas do esporte,

O ciclismo é recomendado também pois gera menos impacto físico ao praticante, gerando menos lesões do que a corrida por exemplo. O esporte não utiliza apenas os membros inferiores, mas a prática da pedalada envolve também os músculos superiores e abdominais, exigidos para a estabilização do movimento e equilíbrio. Podendo assim ser considerado o esporte ideal para quem deseja perder peso e ter as pernas naturalmente fortes.

 

 

O segredo para ganhar a tão desejada força nas pernas, está em trabalhar o movimento da pedalada por completo. Quando empurramos o pedal trabalhamos o quadríceps e os glúteos (principalmente durante subidas íngremes). O movimento de puxar o pedal trabalha seus tendões, usa os músculos da panturrilha para continuar a força gerada pelos quadríceps e tendões para baixo ao longo dos pés e dedos, especialmente durante a parte debaixo da pedalada, quando o pé está mais perto do chão.

O movimento da pedala envolve duas partes: a empurrada do pedal e a puxada do pedal, dessa forma você aproveita 100% da pedalada, usando todos os músculos inferiores e poupando músculos importantes para a corrida no caso dos praticantes de triathlon no caso.

 

 

O movimento do pedal tem duas fases distintas: a fase da potência e a fase da recuperação:

A fase de poder do pedal

A partir do topo do movimento do pedal, um ciclista utiliza os seus extensores do quadril (músculo glúteo máximo), que inicia a fase de potência do movimento do pedal até o ponto 3 do relógio.

Do ponto de 3 a 5 do relógio os extensores do joelho ativam: vasto lateral e vasto medial. Muitos ciclistas associam este ponto com a geração da maior força para o seu curso de pedal; Este é particularmente proeminente enquanto escalamos em pé, em grandes subidas.

Das posições 5 a 6, ocorre flexão plantar, graças ao gastrocnêmio, que faz com que os dedos dos pés apontem para fora.

A fase de recuperação do pedal

De 6 a 8, o músculo tibial anterior desenha o dedo para cima em direção à canela. (Dorsiflexão)

De 8 a 10, os flexores do quadril do puxam o calcanhar para cima em direção às nádegas.

De 10 a 12, os flexores do quadril do ilíaco e do psoas terminam o curso do pedal.

Os resultados do ciclismo ocorrem principalmente na parte inferior do corpo. Os músculos da parte superior do corpo são usados ​​principalmente para o equilíbrio e postura do ciclista, até os músculos do ombro, braço e antebraço são utilizados e são músculos que precisam ser trabalhados para evitar dores e lesões musculares, assim como os músculos inferiores. É importante para um ciclista ter um núcleo forte (músculos abdominais e parte inferior das costas), assim ele conseguem manter uma postura correta e eficaz na bike (tanto bike speed quanto contra-relógio).

Estratégia

Durante o pedal preste atenção em todos os seus músculos, sinta que todos eles estão sento ativados e utilizados de maneira que sua pedalada está consistente, prestar atenção na sua pedalada faz você utilizar melhor sua energia, melhorando sua performance e diminuindo seu desgaste.

É recomendado durante a prática realizar movimentos unilaterais com ambas pernas para trabalhar exclusivamente diferentes musculaturas e evitar assim a compensação do movimento

Treinos indoor em rolos de treinamento ou no spinning são boas maneiras de obter ganho de força, e são excelentes opções para quem deseja evitar a muitas vezes monótona academia . Treinos de ladeira são insubstituíveis para o treinamento cardiovascular, te condicionando para ir ao máximo no treino (dependendo do objetivo do treino e de sua capacidade cardíaca), dessa forma durante a prova você mantém um batimento mais confortável.

Pernas dos ciclistas

O ciclista Ondrej Sosenka durante sua quebra do recorde de maior distância pedalada em uma hora em velódromo (onde não há variáveis externas como vento e calor), marcou 430 watts de potência média em sua pedalada, o suficiente para acender 7 lampadas! Normalmente, um ciclista Pro Tour produz 300 watts e chega a 500 watts quando está escalando, um ciclista amador gera entre 100-200 watts de potência.

Um ciclista de velódromo tem a composição corporal diferente de um ciclista de estrada, já que um é mais pesado, com quilos a mais de músculos e corpo atarracado. O ciclista alemão Robert Forstemann durante a Olimpíadas de Londres, marcou 73cm de circunferência de cada coxa, com 90kg e 1,74cm.

Já um ciclista de estrada, apesar de ter potentes pernas que podem gerar muita energia por dias e semanas em longas provas, tenta abaixar o peso a todo custo, assim aumentam seus watts/kg, se tornando mais eficazes. Há uma teoria que Lance Armstrong teve um aumento significativo em sua performance após o câncer, pois o tratamento o fez perder muito peso, e quando ele retornou as corridas, estava mais leve, atingindo marcas antes impossíveis.

São marcas impressionantes de profissionais do esporte, mas não podemos negar que sendo o esporte que mais trabalha a mente – por serem longas horas de treino e provas duríssimas – e do corpo.

O ciclismo é sim o esporte que mais exige das pernas, mas pode ser praticando por qualquer pessoa, de qualquer idade, e em qualquer intensidade, tornando-o universal. Portanto, vamos pedalar mais!




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