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segunda-feira 18 dezembro 2017
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Pedal na Rodovia dos Bandeirantes

Explorando os pedais nas estradas

Vamos combinar: uma bike speed muito conhecida também como bike de estrada (road), tem essa identificação pois seu “habitat natural” são rodagens longas por rodovias e estradas, correto? Se fosse pra ficar a vida toda rodando na cidade, ela deveria ser chamada de bike de pracinha.

Pois bem, falando assim parece óbvio, mas o que mais encontramos por ai são os ciclistas ultra conservadores que não saem da academia ou não variam os mesmo dois trajetos semana após semana. Não importa de qual cidade seja, sempre tem aquela pracinha popular que está até gasta por conta das centenas de voltas que recebem de bike. Em São Paulo por exemplo, a praça do relógio na USP, é o segmento do STRAVA com mais atletas do MUNDO!!!

De certo a logística de se pedalar perto de casa é mais fácil, mas o que se perde com isso? A oportunidade de pedalar em novos lugares, conhecer novos trajetos e sair da zona de conforto a ponto de evoluir mais rapidamente.

Entendemos que a aversão a pedalar na estrada possa vir por conta de uma falta de companhia, medo, ou a impressão de dificuldade acima da factível. Porém, podemos garantir que pedalar na estrada não é nenhum bicho de sete cabeças, o mais importante  é ficar atento à algumas instruções de segurança para garantir um treino tranquilo:

1) NUNCA pedalar sozinho! Não importa se você é um pamonha ou o Peter Sagan… Sempre combine com grupos (mesmo que pequenos), ou vá com um carro de apoio que leve suprimentos e garanta suporte no caso de problemas físicos ou mecânicos;

2) Sempre leve documento, dinheiro e celular na camisa de ciclismo ou preso ao corpo;

3) Evite zonas próximas a periferias pois o risco de criminalidade é maior;

4) Leve equipamentos para trocar pneus e hidratação/alimentação extra;

5) Pedale dentro de suas limitações! Assim como nadar no mar, o pedal em rodovia deve ser uma rodagem com no máximo 75% de esforço para evitar câimbras e surpresas. Deixe os sprints para durante a semana;

6) Pedale sempre no acostamento, atento às sujeiras na estrada. Não invada a faixa dos carro e fique sempre que possível longe da faixa que divide a estrada (alguns carros passam com a roda sobre a faixa);

7) Procure manter a calma sempre e controlar a bike com atenção! Os automóveis e principalmente as carretas fazem barulho e deslocam bastante ar quando passam, o que pode assustar um pouco o ciclista;

8) E, grupos, mantenha fila única. Como citado no tópico acima, um ciclista menos experiente pode sofrer com o deslocamento de ar de caminhões e bater lateralmente em outro ciclista, causando um acidente.

Um dos trajetos mais comuns para os paulistas é o trajeto na Rodovia dos Bandeirantes, estrada que começa em São Paulo e passa por cidades como Caieiras, Cajamar, Franco da Rocha, Jundiaí, Itupeva, Valinhos, Campinas, Hortolândia, Sumaré, Santa Bárbara d’Oeste, Limeira e Cordeirópolis. Ou seja, tem gente de todas as cidades treinando por lá!

A Rodovia é a favorita dos ciclistas pois tem uma grande estrutura de postos, policiamento, sinalização, acostamento e condição geral das pistas. Além de possuir uma altimetria, sem ladeiras ingrimes (longos falsos planos).

 

                           

Dependendo da cidade onde se mora, o treino pode iniciar e terminar como for melhor para o ciclista, mas para quem pedala a partir da capital, sugerimos iniciar no posto BR do Km 28 ou no Frango Assado do Km 34 (ambos sentido interior), para evitar o início da rodovia próximo às favelas.

O trajeto que fizemos hoje por exemplo iniciou no Frango Assado (KM 34) , fez o retorno no Hopi Hari (Km 70), e como estávamos com carro de apoio nos seguindo viemos até o Rancho da Pamonha (Km 23). Sem carro de apoio teríamos voltado até Retorno no Km 36 (sentido Capital) pouco antes do pedágio, passado para o outro lado da pista, e andado devagar pelo acostamento por 2 km até chegar no carro. Lembrando que não é o mais indicado andar na contra mão, porém nesse caso os retornos são muito distantes.

 

 

Dessa forma, o treino tem 75 km. Podendo ser alongado para 100 km se ao invés de retornar no Hopi Hari, seguir até o trevo de Campinas próximo ao Aeroporto de Vira Copos.

 

   

A primeira vez que se treina na estrada é muito comum o sentimento de ter sido mais sofrido do que o normal, até por que de fato é! Mas com o costume você entende que para rodagens mais longas é a melhor solução para a musculatura e para a mente.

O pedal sempre termina cheio de histórias num posto de gasolina com, uma coxinha, uma coca e tudo mais que se tem direito, bancadas por quem perdeu a aposta de chegar na frente! E o principal, a sensação de dever cumprido e a vontade de ir mais longe.

 




5 thoughts on “Pedal na Rodovia dos Bandeirantes

  1. André Furquim Leite de Barros

    Excelente depoimento, bem esclarecedor em vários aspetos importantes do esporte. Parabéns pela iniciativa!

    Espero fazer parte deste time!!!

    responder
    1. exuma Mensagem autor

      Valeu André !!! Ficamos felizes que tenha gostado, nossa ideia é realmente dividir o pouco que sabemos com o maior número de atletas possível.

      Faz parte sim! E esperamos que esteja conosco nos próximos treinos 😉

      responder
  2. Marcelo

    Legal. Moro na Suíça, onde as condições para pedalar são absurdamente boas, o que me incentivou a começar a treinar. Sempre penso como farei quando voltar ao Brasil.

    responder
    1. Espaço Tri Mensagem autor

      Olá Marcelo! Espero que nossas dicas te ajudem nos treinos! No Brasil ainda existem muitos lugares legais que é possível treinar sem problemas!

      abs!

      responder

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