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segunda-feira 18 dezembro 2017
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Pico do Jaragua

Um treino em que a quilometragem final não importa

Há uma série de diferenças entre ciclistas e triatletas, por exemplo:

Triatletas são uma espécie criada em cativeiro, acostumada a pedalar apenas em estradas lisas, com bikes sempre limpas e reguladas, bebendo suplementos importados e reclamando do vento, da temperatura e do sol, ou seja, somos meio frescos sim rsrs. Já os ciclistas são totalmente o oposto disso, se vangloriam das dificuldades do treino, fazem a própria manutenção na bike e tomam uma Caracu durante o treino e uma coxinha com caldo de cana após.

Porém se dois amigos, um ciclista e um triatleta estão pedalando lado a lado ambos com a mesma bike, você sabe como identifica-los ? Basta analisar a expressão facial de ambos ao ver uma ladeira pelo caminho! O ciclista será o único a abrir um sorriso, principalmente por que sabe que seu amigo odeia subidas

Da mesma maneira que para aprender um idioma o melhor é fazer um intercâmbio, a melhor maneira de desenvolver um pedal consistente é convivendo e treinando com ciclistas. Foi exatamente isso que eu e Paula sentimos quando conhecemos nosso grande amigo e treinador Leão Ramos em 2014, ele como é ex-ciclista profissional e referência no esporte a nível nacional nos mostrou todo esse “mundo” e nos ajuda até hoje a desenvolver o pouco que sabemos sobre bikes.

Há diversos tipos de treinos com ladeiras para treinar diferentes habilidades ( não, não é só fazer força sem técnica), e ao redor de São Paulo não faltam opções, aqui mesmo no blog descrevemos diversos treinos e roteiros. Porém um muito peculiar é subir o Pico do Jaraguá! Principalmente por que de quase qualquer lugar em São Paulo é possível avistar o Pico, e em uma conversa com amigos apontar para ele lá no horizonte e falar ” eu já subi essa p*rr@ até o topo pedalando” é MUITO Bad Ass =D

A logística não é das mais difíceis na verdade, a entra para o Parque do Jaraguá é bem no começo da Anhanguera, e é bem sinalizado uma cancela com guarita e tudo, dentro do parque há bastante segurança circulando, o que fez eu me sentir mais tranquilo pois tinha minhas duvidas a respeito de assaltos.

entrada

 

Em fins de semana o parque fica cheio de pedestres e ciclistas aproveitando o tempo livre para respirar um pouco de ar puro. O trajeto é basicamente uma estrada com uma mão sobe e outra desce, com aproximadamente 4,5km de extensão e 300m de ganho de altitude até o topo.

A grau de elevação é praticamente constante e apenas nos últimos 500m dá uma dificultada ainda maior, para subir pedalando o melhor é manter uma marcha leve e cadência constante, pois se você inventar de pesar marcha e atacar logo no começo ficando em pé e elevando o batimento vai se dar mal antes da metade.

A mesma atenção vale para a descida! Lá é um lugar para treinar subidas constantes e não descer ao estilo Pro Tour pois há muitos pedestres e um fluxo de carro (pequeno), portanto o indicado é descer com calma e consciência.

Voce pode conferir os dados do trajeto no meu treino do Garmin, basta clicar aqui 

 

pico

 

No final da estrada já no topo do Pico, há algumas barraquinhas e um local com pequena estrutura onde o pessoal se encontra. E claro que há o famoso escadão para chegar até as antenas e falar que foi até o topo mesmo!  São mais 240 degraus que são sofridos, mas valem apena!

No final as pernas ficam pesadas e mesmo que  a distância total do treino seja baixa, o ganho de elevação é o que realmente importa para este desafio. A sensação após o término é que as subidas que antes reclamávamos não passam de pequenas lombas.




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