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segunda-feira 18 dezembro 2017
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Saindo da mesmice dos treinos

Treinando com tempo bom, ruim ou sem tempo!

Sempre ouvimos que a vida é sobre como nos desafiamos a buscar o impossível, mas na vida de um atleta (amador ou não) levamos isso ao pé da letra, principalmente quando temos um curto período de tempo de preparação. Verdade seja dita, ninguém entra para fazer apenas 50% em uma competição, sempre queremos estar na melhor forma possível para enfrentá-la e para isso cada treino conta.
Na vida dupla ou as vezes tripla que um atleta precisa ter, o principal inimigo muitas vezes é a falta de tempo livre, por isso escapamos durante o almoço para fazer um treino de tiro na esteira, ou rodar meia hora no spinning sabendo que a noite precisamos fazer a rodagem na piscina, muitas vezes nossos horários são gerenciados melhor que muitos planejamentos de multinacional. Eu por exemplo, sei exatamente que preciso de meia hora para sair da piscina, pegar o elevador, tomar banho, beber meus suplementos e secar o cabelo a tempo de pegar o trem para o trabalho. Contudo, todo planejamento tem falhas e durante a semana quando perdemos um treino, parece a morte! Um momento de vacilo ficando no sofá, pode ser tarde demais e gerar um arrependimento de quem gostaria muito de ter feito pelo menos um educativo de pedal no rolo de treino.
Mas o final de semana é o momento pelo qual nos preparamos para fazer um treino longo e caprichado com a galera! Na sexta-feira você chega do trabalho em casa animado, não pela balada que seus amigos vão e você não, mas para deixar todo o seu kit preparado para acordar no sábado e por a prova tudo que treinou durante a semana. Mas nessa hora pode surgir um outro obstáculo que foge do nosso controle… a maldita previsão do tempo!  Imprevisível até para os especialistas, naquele clichê que o canal do tempo mais erra que acerta, não precisamos de 100% de exatidão para saber que se tem 80% de chance de chuva das 8h as 12h da manhã do sábado, aquele seu simulado não vai rolar. Mas e a prova? Cada treino conta, e você não pode perder um treino desses. O que fazer nessa hora ?
Em momentos assim surge uma oportunidade de melhorar potencialmente seu desempenho, que é sair da Zona de Conforto! Muitos atletas estão acostumados a pedalar no mesmo lugar com as mesmas condições, o que torna a evolução muitas vezes monótona e massante. Mas que tal nessa hora buscar novas opções ?
Procure novos locais!
Dificilmente estará chovendo em São Paulo, no litoral e no interior ao mesmo tempo. Como moradora da cidade de São Paulo e frequentadora da USP e da Estrada Velha de Santos para fazer meus simulados, tive que aprender a inovar. Algumas vezes o interior de SP passa ileso do clima de merda de São Paulo, com céu azul, estradas secas, temperatura agradável e sem necessidade de você correr parecendo o Sub Zero do Mortal Kombat.
 Exemplo prático: no final de semana do dia 01/10/2016, ficamos sabendo na sexta feira que São Paulo e consequentemente o Riacho Grande, teriam uma chuva chata com frio do c****** durante todo o fim de semana. Risco desnecessário pedalar nessas condições, o que dirá nadar. Mesmo que você tenha visibilidade na água, você certamente acordará gripado no outro dia, o que atrapalhará mais ainda o seu calendário.
Já regiões como Brotas e Santa Cruz da Conceição, que ficam a aproximadamente 2h de viagem saindo da capital
estavam com uma temperatura entre 22 e 30 graus. Sabemos como a logística pode parecer complicada, mas será mesmo? Eu demoro hoje cerca de 1h me locomovendo de carro as seis da manhã até a Estrada Velha, para qualquer um desses destinos você demora apenas 1h a mais. Em relação aos gastos, num final de semana aleatório, você encontra pousadas por uma média de R$200,00 a diária. Apesar do gasto com hospedagem, a alimentação  no interior é absurdamente mais barato que qualquer restaurante de São Paulo.
No final das contas, decidimos que valia o custo benefício desta viagem de fim de semana, conhecendo um lugar novo com uma proposta diferente, encaixando um treino desafiador num clima e local agradável, e nos preparamos ainda na sexta-feira para pegarmos a estrada para Brotas no sábado bem cedo.
Na cidade de Brotas há o Distrito de São Sebastião da Serra, e na região há inúmeras pousadas e hotéis de ótima qualidade já que a cidade vive de turismo, recomendo o Hotel Mosteiro, preço justo, ótimo atendimento, local lindo. Chegamos por volta das 8h da manhã, tomamos um lanche rapidamente e já saímos para um longo pedal.

A região possui um relevo muito bom para treinos de serra (cerca de 1200m de ganho para 50km pedalados), as estradas são muito tranquila para pedalar, com motoristas acostumados com a presença de bicicletas.

 

 

Após o pedal, fizemos uma parada para almoçar, dar um pulo na piscina e descansar na rede.

Na parte da tarde, esperamos o sol baixar para sairmos para uma corrida nas mesmas estradas onde corremos e fomos igualmente respeitados pelos motoristas

Ainda aproveitamos a noite para sairmos em Brotas para jantar e conhecer a região.

No domingo cedo visitamos o clube público muito bonito e bem cuidado no distrito de São Sebastião da Serra onde há um com lago sem correnteza considerável, onde é permitido nadar e até fazer um churrasquinho depois se sobrar tempo.

Aproveitamos para fazer um bom treino de rodagem em águas abertas, e após uma transição no próprio porta malas do carro saímos para correr mais uma vez, porém dessa vez sem tanta intensidade.

Após o treino, ainda tivemos tempo de voltar ao hotel para tomar banho, realizar o Check-out e almoçar na região antes de pegarmos a estrada  de volta para casa

Comentamos que a melhor maneira de evoluirmos é saindo da zona de conforto, pois bem, essa experiência nos deixou com a sensação de dever cumprido. Treinar num local novo, com estímulos diferentes, e novas dificuldades exige que você coloque toda a sua atenção e foco naquela atividade que não está no automático, é assim que se treina de modo eficiente. A partir do momento que decora cada imperfeição no asfalto onde treina e não aguentar mais dar a volta na mesma ilha, sua evolução fica estagnada. Concordamos que determinados treinos devem ser sim baseados em repetição de movimento, para isso temos os educativos, mas só percebemos que nosso maior adversário somos nós mesmos e não o cara na esteira do lado, ou no mesmo pelotão na bolinha da USP, quando saímos da Zona de Conforto

Naturalmente criamos estas zonas em tudo que fazemos, mas precisamos evitá-las a todo custo. É mais fácil fazer o treino no rolo na sua varanda do que subir pirambeira em Mairiporã? É mais fácil realizar sempre a mesma tarefa no trabalho do que se propor a tentar algo novo? É mais fácil melhor buscar informações sempre no mesmo lugar ou buscar fontes novas? Comodismo é o mal da humanidade e o esporte está ai para combatê-lo.

Depois deste fim de semana começamos a encaixar treinos ” diferenciados ” quase que mensalmente e podemos indicar também a cidade de Santa Cruz da Conceição (cerca de 1h30 de São Paulo) onde recomendamos o Hotel Marina do Lago pois o local é incrível e há uma praticidade imensa para realizar simulados. Neste mesmo local há provas de travessias e Cross Triathlon organizados pelo “Time M” em que já participamos e relatamos nossa experiência super positiva aqui no blog.

 

 




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