Search
segunda-feira 18 dezembro 2017
  • :
  • :

Triathlon 101 – Para mulheres: A variação hormonal e o batimento cardíaco

Nessa semana tivemos a quebra do recorde feminino do tempo de meia maratona, 1h04 pela queniana Jepkosgei, atleta de altissima performance. Já ouvimos muito sobre atletas que param de menstruar por conta do treinamento intenso e da baixa porcentage de gordura corporal. Mas qual a influência que o treinamento tem no corpo de uma atleta amadora?

Lidar com o treinamento para mulheres, envolve conhecer também o que a variação hormonal que toda mulher passa ao longo do mês, já falamos aqui sobre a influência dos hormônios na oscilação de força e rendimento da mulher. Aqui falaremo sobre a influência das flutuações hormonais dos batimentos cardiácos.

 

 

Estudos apontam que o melhor período do mês para a mulher praticar exercicios de resistência é logo após o termino da menstrução, já que o aumento da testosterona auxilia muito a musculatura a se manter ativa por mais horas.

Já no periodo de ovulação, nossos hormonios estão mais equilibrados, tanto o estrogêneo quanto a progesterona, temos ai mais facilidade para realizar exercicíos de alta intesidade como treinos de tiro e HIIT.

 

 

Durante o período pré-menstrual e menstrual sentimos uma queda na força pois a quantidade de testosterona em nosso organismo cai, dando espaço para o estrogênio.

Estudos com atletas homens e mulheres, mostram que quando há uma deficiência de testosterona, o batimento cardíaco cai, sendo necessário inclusive para os homens uma atenção extra: fadiga excessiva, falta de força e arritmia podem ser um sinal de que sua testosterona caiu mais do que o normal durante a oscilação mensal dos seus hormônios (sim, homens também tem uma variação hormonal durante o mês).

Assim como atletas (homens e mulheres), que fazem uso de testosterona para aumento de massa muscular e perda de peso, nota-se que o batimento cardíaco se eleva assim que a aplicação começa a ser feita.

Quando finalmente estamos menstruando, ainda podemos sentir o desconforto do inchaço e da cólica, além do incomodo do absorvente. Mas esse período pode ser bem utilizado para a melhora do treinamento. Já que nossos batimentos ficam mais baixo pela diminuição da testosterona no organismo, pode-se usar esse período para treinos intervalados, baseado no bpm e na percepção de esforço.

Com todos esses fatores, a melhor maneira é encaixar nessa semana, a sua semana de descanço ou baixa intensidade – que todo ciclo de treinamento deve ter. Fazer exercícios de baixa intensidade pode inclusive ajudar a combater todos os sintomas da TPM, já que liberamos dopamina e serotonina, combatendo a irritabilidade, o mal estar e a cólica.

Ao invés de colocar aquele treino de tiro durante sua TPM, prefira colocar um treino intervalado variando entre sua L1 e L2, assim você terá um ganho aeróbico muito maior. Evite os longões, com a queda da testosterona, sua força também reduz, assim como seu cansaço aumenta.

Evitar os treinos de impacto também podem te poupar uma lesão, um estudo mostrou que atletas durante a TPM e o período menstrual estão mais suscetíveis a lesões comparado ao restante do mês.

Para as atletas de longa duração, o melhor momento para encaixar sua prova alvo, é alguns dias após o termino da menstruação, assim seu corpo vai poder aproveitar um aumento natural na testosterona e ficará longe de ter que carregar o peso extra da TPM por longas horas de prova.

Quem nunca saiu para pedalar e sentiu que as pernas simplesmente não rodavam naturalmente? Mesmo naquela marcha mais leve, cada tornozelo parece chumbo e na corrida você se sente um galão de água chacoalhando pra cima e para baixo.

Porém, note que treinos mais curtos, até 1h30, você se sentirá mais confortável, com o batimento mais baixo, gerando menos lactato na sua musculatura, terminando o treino com todos os fatores positivos, sem as dores musculares de costume.

Evitar treinos ruins é melhor para construção de confiança da atleta, já que um treino arrastado pouco pode te render além de riscá-lo da agenda. Fale com seu ginecologista e seu treinador, teste novas formas de montar seu calendário, as vezes a forma de melhorar é mais simples e barata do que você pensa. E lembrem-se, esteja com a cabeça e o corpo alinhado, e o resultado virá.




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *